Sambista bom de bola

Ederaldo Gentil: um sambista que quase foi jogador do futebol. André Catimba, ex-Vitória e Grêmio, fala sobre a fase boleira do amigo.

“Ederaldo era uma meia destro competente, com muita virtude e categoria. Poderia certamente ter vingado no futebol”. A frase acima é do baiano André Catimba, ex-jogador e ídolo das torcidas de Vitória e Grêmio, sobre o amigo e parceiro nos juniores do Guarany-BA.

Na juventude, quando já trabalhava como relojoeiro e começava a se arriscar no samba, Ederaldo também tentou a sorte como jogador de futebol na base do Guarany-BA. Foi lá que encontrou André, ambos por volta de 14, 15 anos, com quem manteve a amizade mesmo depois de largar o futebol para se dedicar ao samba.

“A gente sempre batia muito papo no Tororó, no Engenho Velho. Era uma amizade fiel. Ederaldo era um cara que não tinha maldade, nota 10. Comigo era sempre alegre, sorridente, difícil ver ele zangado. Quando ele venceu no samba, bati muita palma para ele. Tinha que respeitar. Era um compositor da porra!”.

André ainda diz que a carreira de músico era mais respeitada na época do que ser um jogador profissional, o que pode ter colaborado para Ederaldo ter desistido do futebol e apostado todas as fichas na carreira musical.

“Éramos muito novos. Naquele tempo, quem jogava futebol era meio visto como ‘capitão de areia’, ‘moleque’. Nossos pais não queriam deixar que a gente jogasse futebol. Eu mesmo continuei no futebol porque quando fui para o Ypiranga o diretor do time pagava meu colégio”.

Abaixo, leia a transcrição da matéria publicada em 1979 pelo jornalista Coelho Fontes no jornal A Tarde, na qual o próprio Ederaldo fala sobre este período como jogador de futebol e o dia em que desistiu da carreira nos gramados para se dedicar ao samba. Veja o arquivo original da matéria completa aqui.

NO GRAMADO

Como profissional do futebol, tendo jogado no Guarany, Ederaldo foi meia-esquerda, atuou na meia-cancha e como médio volante. É provável que no passado o Esporte Clube Guarany não tenha tido uma linha de ataque tão operante quanto aquela, dos finais da década de sessenta: Tião (hoje no Leônico), Ainho, André (atualmente no Grêmio de Porto Alegre), Ederaldo e Dico.

“Grandes companheiros, acrescenta, nem só estes mas igualmente o resto do time. Me lembro de um gol histórico que fiz contra o Ypiranga. Gol da vitória. Ganhamos por dois tentos a um”.

O sambista no entanto se afastaria do futebol, cuja carreira foi relativamente rápida, por várias razões, acima de tudo porque um time pequeno não lhe poderia assegurar boas condições financeiras. Quando recebeu convite do Esporte Clube Vitória para integrar o plantel rubro-negro já andava um tanto desiludido com a bola, com a idéia de mudar de ramo, dedicar-se mais à música. Já compunha seus sambas, tocando e cantando com amigos em serenatas e nas reuniões em casas e encontros de bares, nas noites da Bahia.

Por outro lado, havia sido vítima de uma séria pancada na perna num jogo contra o Vitória no Campo da Graça, que por pouco não o inutiliza para o esporte e para a vida.

“Ainda cheguei a treinar no time rubro-negro, à época tendo Albino Castro como presidente. Aliás Albino não era apenas o dirigente máximo de uma agremiação esportiva que me fazia um convite, mas um amigo, ex-patrão com quem eu havia trabalhado numa casa de jóias”.

No dia mesmo em que recebeu a forte pancada na perna e quando o massagista entrou em campo para lhe aplicar massagens não levando senão pedaços de gelo (nem mertiolate carregava), Ederaldo decide abandonar o futebol de uma vez por todas. Pena para o grande esporte brasileiro que perdia um atleta que muito prometia. Em compensação o samba brasileiro muito iria se aproveitar, já que o rapaz a este iria dedicar-se de corpo e alma.

Ederaldo recorda ter sido justamente durante a sua fase esportiva que teria a sua grande chance na área musical.

“Naquela época eu havia colocado uma das minhas músicas em concurso patrocinado pela desaparecida Sutursa. O concurso foi realizado num sábado. No domingo joguei contra o Fluminense de Feira. Uma das minhas melhores atuações em cancha. Fiz o que chamamos em linguagem esportiva um “gol de placa”, isto é, um gol de mestre. Apesar de que perdemos a partida. Mas a torcida e os colegas vibraram com meu desempenho”.

Na segunda-feira os jornais comentariam em grandes espaços o belíssimo tento de Ederaldo, enquanto o jogador voltava à sua faina na oficina de relógios. Lilito, um amigo seu, chegando ao balcão onde o aprendiz de relojoeiro atendia clientes, o parabeniza.

“Imaginei que ele se referia ao gol. Eram muitos os parabéns que eu estava recebendo desde que varara espetacularmente a meta do Fluminense de Feira. Lilito então disse que se referia à minha música, comentada pelas estações de rádio como tendo recebido o prêmio maior da Sutursa”.

Chamava-se “Rio de Lágrimas” a composição classificada. E o prêmio, de quinhentos cruzeiros mais a gravação.

“Corri numa banca de jornais, comprei um e verifiquei a verdade da notícia. Foi a partir daquele exato momento que definitivamente me entreguei à música”.

identidade

Percorra a linha do tempo e conheça mais informações, documentos e
curiosidades sobre a vida e a obra de Ederaldo Gentil.

 

 

 

 

 

Ederaldo Gentil Pereira nasce no Largo Dois de Julho, em Salvador, onde passa a infância.

 

Após a morte do pai, a família passa a residir no bairro do Tororó. Ederaldo vai trabalhar com Albino Castro, no Palácio das Jóias, onde aprende a profissão de ourives e, depois, relojoeiro.

 

Com 20 anos, gerente da casa Alfaia, vai trabalhar na Avenida Sete. Compôs “Rio de lágrimas”.

 

“Um Rio de Lágrimas”, música de Ederaldo Gentil cantada por Raquel Mendes, fica em 6º lugar no Concurso de Músicas Carnavalescas. A canção é gravada no disco “Carnaval Da Bahia Para O Brasil”, lançado pela Sutursa no ano seguinte, em 1966. Ouça “Um Rio de Lágrimas” aqui.

 

Classifica o samba “Silêncio” no Concurso de Músicas Carnavalescas da Sutursa. Leia matéria no Jornal A Tarde sobre o “jovem compositor” Ederaldo Gentil, aos 21 anos, aqui.

 

 

 

Compõe, para a Escola de Samba Filhos do Tororó, o seu primeiro samba-enredo, “Dois de fevereiro” (música posteriormente gravada no disco “Pequenino”, de 1976), e passa a integrar a ala dos compositores da escola.

Dezembro: Vence, com a composição “Adeus amor”, o 16º concurso de músicas de carnaval, promovido pela Sutursa. Leia matéria do Jornal A Tarde sobre os vencedores do concurso aqui.

 

Fevereiro:

Lançado o LP “Carnaval da Bahia para o Brasil número 2” com as músicas campeãs do concurso da Sutursa. Ederaldo participa, cantando a sua “Adeus amor”.

Consagra-se com o samba-enredo “História dos carnavais”, defendido pela Escola de samba “Filhos do Tororó”.

Abril:

Viaja ao Rio de Janeiro para iniciar sua carreira fora de Salvador. Viagem é registrada na coluna do jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, no jornal A Tarde.  “O jovem Ederaldo Gentil, de vinte e dois anos ,compositor baiano que há dois anos ganha o concurso de músicas de carnaval em Salvador, está na terra. Veio tentar a vida no Rio”.

 

 

Fevereiro:

Ederaldo estabelece um recorde: 9 escolas de samba de Salvador saem com sambas-enredo compostos por ele.

Setembro:

Faz o show “Algo mais,” no Teatro Vila Velha, ao lado de Carlos Pinto, e os grupos Os Cremes e Samba Cinco. Espetáculo é descrito como mescla de “música tradicional e moderna”. Leia a matéria publicada no jornal A Tarde sobre este show aqui.

Sai pelo selo “Iemanjá” compacto de Firmino Rodrigues cantando “Samba-Chama”, composta por Ederaldo.

 

Tião Motorista grava a música de Ederaldo Gentil “Esquece a tristeza”, parceria com Nelson Rufino, no álbum “Samba & Talento” (1970). Ouça a música aqui.

Ederaldo emplaca duas músicas no LP “Talento e Bossa de Jair Rodrigues” (1970): “Bereketê” e a parceria com Edil Pacheco, “Alô Madrugada”. Ouça “Bereketê” e Alô Madrugada”.

Janeiro:

“Alô, Madrugada”, de Ederaldo Gentil e Edil Pacheco, é classificada para o Iº Festival Baiano de Músicas Carnavalescas.

Fevereiro:

Vence o concurso de sambas-enredo da Escola de Samba “Juventude do Garcia” com “Samba, canto livre de um povo”, parceria com Edil Pacheco.

 

 

Eliana Pittman grava a música “Aruê-lá”, composição de Ederaldo, no disco “Eliana Pittman” (1971). Ouça a música aqui.

Fevereiro:

A escola de samba “Filhos do Tororó” sai com o samba-enredo “Canto de louvor a uma raça”, de Ederaldo, e lança compacto com a música, que ganha prêmio de melhor samba-enredo do ano.

 

O jornalista e escritor Cid Seixas publica no jornal A Tarde a coluna “Ederaldo, um sambista de fato”, que destaca o fato de Ederaldo ser “o compositor mais premiado” do carnaval baiano. Leia a matéria aqui.

 

Março

Puxada pelo samba-enredo “Festa no Canzuá de Mãe Menininha — 50 anos de Yalorixá”, composição de Gentil e Anísio Félix em homenagem ao cinquentenário de ialorixá de Menininha do Gantois, a mais famosa Mãe-de-Santo da Bahia, a escola de samba Unidos do Tororó conquista o título de campeã do carnaval de Salvador. A música foi gravada em 1976 no 2º disco de Ederaldo, “Pequenino”, sob o título de “In-Lé-In-Lá”. Leia a matéria sobre o título da Filhos do Tororó em 1973 aqui.

Após o título do Carnaval de 1973, Ederaldo faz a apresentação “Showro” como despedida de Salvador e muda-se para São Paulo para buscar maior reconhecimento. Leia a nota publicada no jornal A Tarde aqui.

Maio

É publicada no Jornal do Brasil a matéria “Ederaldo, um baiano muito tímido”, que aborda a ida de Ederaldo para São Paulo no início de sua carreira. Leia a matéria no acervo da Biblioteca Nacional aqui.

Assina com a gravadora paulista Chantecler, lançando seu primeiro disco, um compacto simples contendo duas composições suas,”Triste Samba” e “O ouro e a Madeira”.

 

Maio

Grava, com Batatinha e Riachão, o programa MPB Especial – Ensaio, de Fernando Faro, na TV Cultura. Veja o trecho da participação de Ederaldo no programa MPB Especial aqui.

 

 

Setembro: Graças ao sucesso de “O Ouro e a Madeira”, dada pelo produtor Adelzon Alves ao Conjunto Nosso Samba, cuja gravação estourou (ouça aqui), volta para São Paulo a convite da gravadora Chantecler. Grava, então, seu 1º LP, “Samba, Canto Livre de um Povo”, com músicas como “O Ouro e a Madeira”, “Rose”, entre outras. Ouça o disco na seção “Apenas a Canção” do Acervo Ederaldo Gentil.

Outubro: “Ederaldo Gentil traz da Bahia o bom canto do povo” – Crítica de J.R. Tinhorão no Jornal do Brasil sobre o disco “Samba, Canto Livre de Um Povo”. Leia a matéria no acervo da Biblioteca Nacional aqui.

Jair Rodrigues grava “Manhã de um novo dia” e “Maravilhoso é sambar”parcerias de Ederaldo e Edil Pacheco,  no LP “Eu Sou o Samba” (1975).
Sapoty da Mangueira grava “Dia de Festa”, composição de Ederaldo, no disco “Nega Atrevida” (1975). Ouça aqui.
Carlos Gazineo grava a música “In-Lê-In-Lá”, composição de Ederaldo Gentil e Anísio Félix. Ouça aqui.
Alcione grava a música “Espera”, parceria de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “A Voz do Samba” (1975). Ouça aqui.
Leny Andrade grava a música “Lá em Lá em Lá”, composição de Ederaldo Gentil, no LP “Leny Andrade” (1975). Ouça aqui.

 

Ederaldo lança seu segundo LP, “Pequenino”, pela gravadora Chantecler, com produção de João de Aquino. O disco conta com músicas como “In-Lê-In-Lá”, “De Menor”, “Bereketê”, entre outras. Ouça o disco na seção “Apenas a Canção” do Acervo Ederaldo Gentil.

Roberto Ribeiro grava a música “Rose”, parceria de Ederaldo Gentil e Nelson Rufino, no disco “Arrasta Povo” (1976). Ouça aqui.

Alcione grava a música “Agolonã”, parceria de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “Morte de um Poeta” (1976). Ouça aqui.

O Conjunto Nosso Samba grava a música “De Menor”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Nosso Samba” (1976). Ouça aqui.

É lançado o LP “Toalha da saudade”, de Batatinha, que contém os sambas “Ironia” e “Espera”, parcerias de Batatinha e Ederaldo.

 

 

Alcione lança o LP “Pra que chorar” (1977), seu primeiro grande sucesso, que contém a música “Feira do rolo”, de Ederaldo, que tem influência dos cantadores de feira. Ouça aqui.

Jair Rodrigues grava a música “Semear do Canto”, composição de Ederaldo Gentil e Eustáquio Oliveira, no disco “Estou com o Samba e Não Abro” (1977). Ouça aqui.

Noite Ilustrada grava a música “De Menor”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Vale Uma Parada” 1977. Ouça aqui.

O grupo Diplomatas do Samba grava a música “In-Lê-In-Lá”, composição de Ederaldo Gentil e Anísio Félix, no disco “Diplomatas do Samba” (1977). Ouça aqui.

 

 

Ederaldo participa do show “O samba nasceu na Bahia”, ao lado de Edil Pacheco e Batatinha, contando a origem do samba, baseado em pesquisa do historiador Cid Teixeira. Leia matéria sobre o show aqui.

Jair Rodrigues grava a música “Oceano de Paz”, composição de Ederaldo Gentil e Edil Pacheco, no disco “Pisei Chão” (1978). Ouça aqui.

Alcione grava a música “A Volta do Mundo”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Alerta Geral” (1978). Ouça aqui.

O Conjunto Nosso Samba grava a música “Impressão Digital”, composição de Ederaldo Gentil e Paulinho Diniz, no disco “Do Feitio de um Bamba” (1978). Ouça aqui.

Ederaldo lança pela gravadora CBS um compacto com duas músicas: “Oiá (Canto Livre), composição em parceria com Jonas Madureira, e “Senhor Navegante”, composição de própria autoria. Ouça as músicas no disco de Raridades na seção “Apenas a Canção” do site.

Agepê grava a música “A Força e o Adeus”, composição de Ederaldo Gentil e Raymundo Prates, no disco “Agepê” (1979). Ouça aqui.

A música “Oceano de Paz”, composição de Ederaldo e Edil Pacheco cantada por Jair Rodrigues, entra na trilha da novela “Explode Coração”, da TV Globo.

Em matéria no jornal “A Tarde”,Ederaldo fala sobre a carreira e sobre o período em que tentou a sorte no futebol, jogando nos juniores do Guarany-BA ao lado do amigo André Catimba. Leia a matéria aqui.

Dezembro:

Recebe em sua casa em Salvador o sambista carioca Nelson Cavaquinho, com quem faz o Show “Gerações”, no Teatro Vila Velha. Leia matéria sobre o show aqui.

 

Passa a residir no Rio de Janeiro.

João de Aquino grava “Angola”, parceria com Ederaldo Gentil, no disco “Asfalto” (1980). A música também foi cantada por João de Aquino em uma das etapas do Festival MPB-80, da TV Globo. Ouça aqui.

Ubyratã Ferraz grava a música “Caatinga Rasgada”, composição de Ederaldo Gentil e Carlos Olympio, no disco “Este chão é meu” (1980). Ouça aqui.

 

Participa ao lado grupo baiano Os Tincoãs do Festival MPB Shell 1981, da TV Globo, defendendo a música  “A Sina e a Ceia”, composição de Ederaldo Gentil e Roque Ferreira. Ouça a música no disco “Raridades”, na seção “Apenas a Canção” do site do Acervo Ederaldo Gentil.

Roberto Ribeiro grava a música “Passarela Da Vida”, composição de Ederaldo Gentil e Dalmo Castello, no disco “Massa, Raça e Emoção” (1981). Ouça aqui.

 

 

 

Ederaldo e Paulo Diniz fazem show juntos, com roteiro de Capinam, no Teatro Castro Alves. Ederaldo e Paulo também excursionaram juntos com o mesmo show por outras capitais do nordeste. Paulo Diniz ainda cantou a composição de Ederaldo Gentil e Roque Ferreira “Provinciano”, no Festival MPB Shell 1982, da TV Globo.

Jair Rodrigues grava a música “Aruê-Pan”, parceria de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “Jair Rodrigues de Oliveira” (1982). Ouça aqui.

 

 

Ederaldo volta a morar em Salvador e inicia a gravação do seu terceiro disco, “Identidade”.

Em entrevista para a TV Aratu, Ederaldo fala sobre o período de sete anos sem gravar um álbum. Veja aqui.

 

Ederaldo lança o seu terceiro disco, “Identidade”, após sete anos sem lançar um LP. O disco, gravado nos estudos W.R, em Salvador, contém músicas como “Luandê”, “Provinciano”, a faixa título “Identidade”, entre outras. Ouça o disco na seção “Apenas a Canção” do site do Acervo Ederaldo Gentil.

As músicas “Filho de Ogum” e “Provinciano”, composições de Ederaldo Gentil, são gravadas pelo grupo TB Samba no disco “Samba e Partido Alto” (1984). Ouça “Filho de Ogum” aqui.

 

Lazzo Matumbi lança o disco “Filho da Terra”, que contém a música “Luandê”, de Ederaldo e Capinam.

 

Ederaldo passa a morar em Lauro de Freitas, município da região metropolitana de Salvador.

 

Permanece fazendo shows constantemente em Salvador.

Em matéria publicada no jornal A Tarde como divulgação para uma apresentação na “Feira da Primavera”, Ederaldo afirma que estaria “deixando de lado as melodias tristes que caracterizam trabalhos como O Ouro e a Madeira e De Menor… para uma música mais dançante, com mais ritmo e mais alegre” após ter feito uma viagem para Angola. Leia a matéria aqui.

Começa compor novas músicas e tocá-las em shows. Uma das músicas citadas na matéria é “Ritual Ilê Aiyê”, feita em homenagem ao bloco afro baiano Ilê Aiyê. Ouça a versão demo da música, cedida pelo historiador Luiz Américo Lisboa Junior, aqui.

 

Lançada a coletânea “Vento Forte” pela gravadora Continental, mesclando músicas dos seus dois primeiros discos.

Menção aos 20 anos de carreira de Ederaldo na coluna de Béu Machado, no jornal A Tarde. Leia a coluna aqui.

Em matéria no Jornal A Tarde, Ederaldo fala que o samba “precisa adotar uma postura mais contemporânea para ser inserido em todas as discotecas do mundo”. Ederaldo fala ainda em lançar um novo disco “introduzindo instrumentos da moderna tecnologia, porque é preciso tirar o samba dos guetos”. Leia a matéria aqui.

 

Publicação de texto “Samba sem Escola”, de Ederaldo no jornal “A Tarde”, defendendo a cultura das escolas de samba na Bahia. Leia o artigo aqui.

 

 

Ederaldo é nomeado coordenador do samba do carnaval de Salvador, que ganha espaço destinado ao gênero musical no Terreiro de Jesus.

 

Neste ano, Ederaldo vai morar com a irmã Denise e se recolhe por 19 anos, até seu falecimento, em 2012.

 

Jussara Silveira grava a música “Espera”, de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “Jussara Silveira” (1997). Ouça aqui.

 

É lançado o disco “Diplomacia”, de Batatinha, em que Jussara Silveira grava “Ironia”, parceria de Ederaldo com Batatinha. Ouça aqui.

 

É lançado o CD “Pérolas Finas”, em sua homenagem, produzido por seu parceiro Edil Pacheco, com participações de Gilberto Gil, Elza Soares, Luiz Melodia, Beth Carvalho, Jair Rodrigues, entre outros, cantando composições de Ederaldo Gentil. Ouça as músicas do disco “Pérolas Finas” aqui.

 

Nelson Rufino grava a música “Luandê”, composição de Ederaldo Gentil e Capinam, no disco “Cadê Meu Amor” (2003). Ouça aqui.

 

Dalmo Castello grava “Passarela da vida”, parceria de Ederaldo com o próprio Dalmo Castello, no disco “Passeador de Palavras” (2004). Esta música foi anteriormente gravada por Roberto Ribeiro no LP “Massa, Raça e Emoção”, em 1981.

 

Uma entrevista de Ederaldo Gentil é lançada como parte do livro “A Noite dos Coronéis”, coletânea de textos do escritor e jornalista baiano Guido Guerra. Leia a entrevista aqui.

Moisés Santana grava a música “O Ouro e a Madeira” no disco “Terra em Trânsito” (2005).

 

É lançada em CD pelo selo Olorí a coletânea “A Voz do Poeta”, produzida por Edil Pacheco, contendo músicas dos seus três discos.

 

Beth Carvalho e Armandinho gravam a música “O Ouro e a Madeira”, composição de Ederaldo Gentil, no DVD “Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia” (2007). Ouça aqui.

 

Após anos de reclusão, Ederaldo concede entrevista para o jornal A Tarde, na qual afirma que está compondo novas músicas e revela até letras e trechos de algumas das novas composições. Leia a matéria completa aqui: parte 1 e parte 2.

 

O VIII Festival da Rádio Educadora FM presta homenagem a Ederaldo Gentil, com um show no Teatro do Irdeb que contou com a participação de Edil Pacheco, Walmir Lima, Nelson Rufino, Clecia Queiroz, Dois em Um e Ronei Jorge. A direção musical foi de Luisão Pereira, sobrinho de Ederaldo e integrante do duo Dois em Um.

É publicado texto do historiador Jaime Sodré sobre Ederaldo Gentil no jornal A Tarde, exaltando a obra do sambista e pedindo seu retorno à música. Leia o artigo aqui.

 

 

 

Morre no dia 30 de março de 2012, aos 68 anos, de infecção generalizada após complicações intestinais, o sambista baiano Ederaldo Gentil.

Após a morte de Ederaldo, a Iyalorixá Mãe Stella de Oxossi publica o artigo “O ‘órum’ está em festa”, no qual exalta a obra de Ederaldo Gentil e afirma que “O Ouro e a Madeira”, de Ederaldo, é a sua música preferida. Leia o artigo aqui.

 

O duo Dois em Um, formado por Luisão Pereira (sobrinho de Ederaldo) e Fernanda Monteiro, grava a música “Compadre”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Agora” (2013). Ouça aqui.

 

“Luandê”, composição de Ederaldo Gentil e Capinam, é gravada por Virginia Rodrigues no disco “Mama Kalunga” (2015). Ouça aqui.

 

Lançado o Acervo Ederaldo Gentil.

A cantora portuguesa Lula Pena grava duas músicas de Ederaldo Gentil no disco “Archivo Pittoresco” (2017): “O Ouro e a Madeira” e a parceria com Nelson Rufino “Rose”.

apenas a canção

Ouça os três álbuns lançados por Ederaldo Gentil, além do disco
de Raridades produzido especialmente para o Acervo Ederaldo Gentil.

eu e a viola

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Ficha Técnica:

Coordenação Geral / Direção Artística: Luisão Pereira.
Coordenadora de Produção: Fernanda Bezerra.
Pesquisador: Paquito.
Assistente de Produção: Jordana Feitosa e Catriel Chamusca.
Coordenador Editorial site: Lucas Cunha. | Pré-projeto: Tiago Tao.
Programador Visual: Filipe Bezerra. | Vídeo: Movida Conteúdo.
Ilustração da Capa do disco "Raridades": Flavia Almeida.
Criação e Programação site: Alquimia Marketing.

Agradecimentos:

Denise Gentil / Sandra Gentil / David Dorea / Joselita Dorea / Sandro Gentil / Selma Cunha / Juliana Gentil / Soane Gentil / Rose Gentil / Família Gentil Pereira / Roque Ferreira / WEA Music /Warner Chappell / WR Discos / Constança Scofield / Nelson Rufino / Edil Pacheco / Juana e Mariana Diniz / Antonio Carlos Tatau / Thea Lucia / Família Batatinha / José Carlos Capinam / Gereba / Natura Musical / Grupo A Tarde / Programa Fazcultura / Jaime Sodré / Cesar Prates e Evermon Brito (TV Aratu) / Perfilino Neto / Cid Seixas / Fundação Gregório de Mattos / Luiz Américo Lisboa Junior / Arlete Soares / Cairé Brasil / Valter e Cicinha (Biblioteca dos Barris) / Silvana Moura (TVE) / Joel Almeida / Anna Amélia de Faria / Gerônimo Santana / Valber Carvalho / Claudio Leal / Sora Maia / Marcos A. P. Ribeiro / Josias Pires / Espólio Débora Paes / Irakitan Sá / Linda Bezerra / Tania Lobo.

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