Entrevista com Ederaldo Gentil em 1989

Faixa a faixa: Ederaldo Gentil fala sobre a criação de alguns dos seus maiores sucessos; leia

Transcrição de entrevista dada por Ederaldo Gentil ao programa de rádio do jornalista Perfilino Neto, cedida à época do lançamento da coletânea “Vento Forte” (1989), lançado pela gravadora Continental, mesclando músicas dos seus dois primeiros discos.

Na entrevista, Ederaldo fala sobre o processo de criação de algumas de suas principais composições. Transcrição feita pelo cineasta Josias Pires e cedida ao Acervo Ederaldo Gentil. Nossos agradecimentos a Josias e Perfilino por ceder o material.

Faixa 01 – Vento Forte

Ederaldo: “Bem amigos, quem vos fala é Ederaldo Gentil, um compositor e intérprete nascido nos arredores de Salvador, nasci no Largo 2 de julho me criei no Tororó, oriundo de Escola de Samba, no início de minha carreira lá pelos anos de 68, e de lá pra cá foi a vida sempre dedicada à música baiana.

“Vento Forte” é uma música feita em parceria com Eustáquio Oliveira, que é um amigo meu que tem uma oficina de autos e na época ele mexia sempre no meu carro. Daí, ele me mostrou um dia algumas músicas. Nenhuma daquelas que ele havia me mostrado havia batido. E no dia que eu estava viajando, no aeroporto, ele foi falar comigo. E falou sobre o Vento Forte.

E aquilo foi mais forte, a ideia do vento forte. Depois do Rio, a gente voltou a se falar e aí nasceu essa música “Vento Forte” que tem uma influência afro. Ela é completamente uma música com batidas afro e o pensamento é afro também. A história é afro, é uma coisa de lenda de candomblé”.

 Faixa 02 – De Menor 

Ederaldo: “Bem, o ‘De Menor’ já foi uma música que fiz inspirado basicamente na música “O Ouro e a Madeira”. Porque o “O Ouro e a Madeira” foi uma música que me marcou bastante, e aí escutando “O Ouro e a Madeira”, vendo a forma daquela criação nasceu o “De Menor” que é uma outra música com a mesma formação de “O Ouro e a Madeira”, só que com palavras diferentes, mas a mesma coisa .

Teve uma gravação feita pelo Conjunto Nosso Samba e muitos outros grupos gravaram. Noite Ilustrada gravou De Menor. Tem a introdução em flauta doce feita por Altamiro Carrilho. Tem um naipe de músicos muito bons, tem o Dino Sete Cordas, Del Ryan, Altamiro Carrilho, Marçal, e uma turma que na época estávamos todos juntos e conseguimos gravar De Menor, que é uma música que acredito tem ela tenha marcado muito”.

 Faixa 03 – Samba, Canto Livre de um Povo

Ederaldo: “O ‘Samba Canto Livre de um povo’ foi uma música que fiz em parceria com Edil (Pacheco). Na época eu, compositor da Escola de Samba Filhos do Tororó, havia discordado de alguns pontos lá do presidente e me afastei. E daí, fui requisitado para fazer sambas enredos para outras escolas. Terminei nesse ano fazendo nove e entre esses nove tem esse com Edil chamado ‘Samba, Canto Livre de um Povo’, que foi uma homenagem da escola de samba Juventude do Garcia ao Samba. É uma música que me traz de volta ao passado, muito marcante na minha vida de compositor”.

Faixa 4 – Rose

Ederaldo: “Muitas pessoas pensam que Rose era alguma mulher minha ou foi algum caso na minha vida. Foi um caso, mas foi um caso assim muito especial, uma coisa … Rose é a minha irmã mais velha. Uma pessoa assim que na ausência da minha mãe ela segurou todas as barras. E daí nasceu essa música que foi feita em parceria com Nelson Rufino numa viagem de ônibus para o Rio de Janeiro, pensando em minha irmã, e falei para ele. Rose nasceu na Bahia, mas foi criada no Rio”.

Faixa 5 – In-Lê-In-Lá

Ederaldo: “ ‘In-Lê-In-Lá’  é uma outra volta minha ao samba enredo da Escola Filhos de Tororó, em 1973, onde a homenagem era feita a Menininha do Gantois. Foi um samba enredo com muitas polêmicas, muitas discussões, porque eu estava vencendo quase que seguidamente na escola de samba e existia uma oposição pra derrubar o meu samba. E eu consegui fazer com que esse samba fosse vitorioso e eu fiquei muito feliz porque esse samba a Bahia toda cantou. Todo o pessoal que participou de escola de samba conhece, então foi uma coisa que me marcou muito”.

Faixa 6 – Ladeiras

Ederaldo: “Na minha condição de baiano nascido no centro da cidade, eu conheço todos os becos, todas as vielas que tem aí em Salvador e também por ter jogado futebol na várzea em vários clubes: jogava no time de Brotas, jogava no time do Garcia, dos Barris. Eu era obrigado a estar em todos os buracos. E na minha condição de sambista, compositor de sambas enredos, também todos os lugares onde tinha samba eu tava lá. No morro, na favela, fosse no Sobradinho, fosse onde fosse Ederaldo Gentil chegava. Daí essa intimidade de conhecer nomes de ruas, essa coisa toda.

Daí, fiz uma música homenageando uma das coisas mais importantes da Bahia que são as ladeiras. E sou daqueles que quando vê uma ladeira fico olhando, vendo, porque aquilo ali pra mim é um transporte que faz com que a gente se desloque sem nenhum ônus, muito pelo contrário, a gente se desloca ganhando, porque a gente malha, uma malhação natural, a gente encontra com cada figura.

E ainda tem o jogo de cintura. Quer dizer o baiano … outro dia tive pensando que a dança pro baiano é natural, todo baiano é obrigado saber dançar porque já vem do jeito que você é obrigado pra sobreviver mesmo, quer dizer, tem que seguir adiante e ter jogo de cintura. E quando não tem as ladeiras colocam. Então, a minha homenagem às ladeiras”.

Faixa 7 – O Ouro e a Madeira

Ederaldo: “ ‘O Ouro e a Madeira’ foi assim …

Quando iniciei a minha carreira fui observando as coisas, onde encontrava as barreiras mais difíceis. E o ‘ouro e a madeira’ foi a música que chegou pra me dar o que precisava no momento como autor. Eu vinha de uma batalha, mas não tinha uma nenhuma música que tivesse acontecido.

O autor, seja em qualquer área, pintor, escritor, tem que ter uma obra que marque. O ‘ouro e a madeira’ me marcou, uma música que fez sucesso em todo o país. Me trouxe conceito entre os autores, trouxe conceito entre o habitat musical. Música que dedico a toda a humanidade, realmente é o meu pensamento é que as coisas são dessa forma mesmo. Então é uma música que me sinto muito feliz com ela”.

Faixa 8 – Berequetê

Ederaldo: “ ‘Berequetê’ é uma música que foi me dado esse refrão pela minha mãe, Dona Maria José de Souza, que já foi, dona Zezé. Foi de um Festival da Televisão Itapoan … eu precisava de uma música para colocar no festival e depois de muita busca nasceu ‘Berequetê’, que foi a minha primeira música gravada em nível nacional, foi gravada por Jair Rodrigues, ‘Berequête’ e ‘Alô Madrugada’, essa em parceria com Edil (Pacheco)”.

Faixa 9 – 2 de Fevereiro

Ederaldo: “ ‘Dois de Fevereiro é outro samba enredo feito para a Escola de Samba Filhos do Tororó.  Homenagem ao dia 2 de fevereiro. Foi uma música que procurei criar um cartão postal, colocando todos, se não todos colocando as mais importantes manifestações culturais, como o samba de roda, tem maculelê, tem dança, tem o afro todo dentro daquilo que realmente é a característica das festas baianas. Foi um samba enredo vitorioso que me deu muita alegria”.

Faixa 10 – Manhã de um novo dia

Ederaldo: “ Uma música feita com Edil (Pacheco), que foi gravada por Jair, eu também gravei no meu primeiro disco. É uma música daquelas que a gente faz pela madrugada, porque sou muito da noite também, sempre tô na noite porque é na noite a gente encontra muitas pessoas que fazem arte que você precisa ver, conversar, pra saber até onde é que a sua cabeça está acompanhando as coisas. Foi uma música em homenagem a isso e também a esperança de um novo dia”.

Faixa 11 – Dia de Festa

Ederaldo: “Outro samba enredo feito para a Escola de Samba Filhos do Tororó. Tororó lançou o enredo ‘Dia de Festa’, fiz esta música, disputei internamente, foi a música vitoriosa e depois vencemos na avenida também com este samba enredo.

Uma música que me reporta muitas alegrias. Eu falo e sinto …. volto para aquele tempo que era um tempo muito bonito.  Hoje, a música a gente chega e encontra a facilidade de mostrar, encontra a facilidade de colocar, naquele tempo já era mais difícil. O samba enredo era uma disputa, era uma disputa, era uma batalha, era uma guerra numa quadra, como é até hoje no Rio de Janeiro, na Bahia também o era. Era guerra de bairros e mais bairros que se deslocavam até a quadra para torcer por uma música e eu tinha que ter energia para segurar essa carga toda pra poder vencer e ver a minha música, porque a única possibilidade que eu teria de ver a minha música sendo executada era competindo. O samba enredo na minha vida é tudo. Ele que me deu a base, me deu a voz não muito bonita, sou mais intérprete, mas tenho uma voz forte procuro cantar para que a pessoa me escute e isso aí ganhei na escola de samba. Aliás, foi tudo na escola de samba. Foi a minha escola da vida”.

Faixa 12 – Barraco

Ederaldo: “ ‘Barraco’ foi uma música inspirada na minha própria vida, porque morei num verdadeiro barraco em Brotas, que tinha todas essas características colocadas na música, era tudo isso mesmo. Mas era um barraco onde eu tinha uma felicidade muito grande.

Eu podia tá em qualquer lugar, mas ficava com uma coisa me futucando para que eu fosse pra casa, para aquele barraco, mesmo assim sem água. Era impressionante, eu ficava me coçando,  quando eu entrava em me sentia feliz.

Então é uma música, como todas as minhas músicas, que foram inspiradas na minha vida, no meu cotidiano, nas coisas que eu via, que presenciava. ‘Barraco’ foi pra mim uma música de muita felicidade”.

identidade

Percorra a linha do tempo e conheça mais informações, documentos e
curiosidades sobre a vida e a obra de Ederaldo Gentil.

 

 

 

 

 

Ederaldo Gentil Pereira nasce no Largo Dois de Julho, em Salvador, onde passa a infância.

 

Após a morte do pai, a família passa a residir no bairro do Tororó. Ederaldo vai trabalhar com Albino Castro, no Palácio das Jóias, onde aprende a profissão de ourives e, depois, relojoeiro.

 

Com 20 anos, gerente da casa Alfaia, vai trabalhar na Avenida Sete. Compôs “Rio de lágrimas”.

 

“Um Rio de Lágrimas”, música de Ederaldo Gentil cantada por Raquel Mendes, fica em 6º lugar no Concurso de Músicas Carnavalescas. A canção é gravada no disco “Carnaval Da Bahia Para O Brasil”, lançado pela Sutursa no ano seguinte, em 1966. Ouça “Um Rio de Lágrimas” aqui.

 

Classifica o samba “Silêncio” no Concurso de Músicas Carnavalescas da Sutursa. Leia matéria no Jornal A Tarde sobre o “jovem compositor” Ederaldo Gentil, aos 21 anos, aqui.

 

 

 

Compõe, para a Escola de Samba Filhos do Tororó, o seu primeiro samba-enredo, “Dois de fevereiro” (música posteriormente gravada no disco “Pequenino”, de 1976), e passa a integrar a ala dos compositores da escola.

Dezembro: Vence, com a composição “Adeus amor”, o 16º concurso de músicas de carnaval, promovido pela Sutursa. Leia matéria do Jornal A Tarde sobre os vencedores do concurso aqui.

 

Fevereiro:

Lançado o LP “Carnaval da Bahia para o Brasil número 2” com as músicas campeãs do concurso da Sutursa. Ederaldo participa, cantando a sua “Adeus amor”.

Consagra-se com o samba-enredo “História dos carnavais”, defendido pela Escola de samba “Filhos do Tororó”.

Abril:

Viaja ao Rio de Janeiro para iniciar sua carreira fora de Salvador. Viagem é registrada na coluna do jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, no jornal A Tarde.  “O jovem Ederaldo Gentil, de vinte e dois anos ,compositor baiano que há dois anos ganha o concurso de músicas de carnaval em Salvador, está na terra. Veio tentar a vida no Rio”.

 

 

Fevereiro:

Ederaldo estabelece um recorde: 9 escolas de samba de Salvador saem com sambas-enredo compostos por ele.

Setembro:

Faz o show “Algo mais,” no Teatro Vila Velha, ao lado de Carlos Pinto, e os grupos Os Cremes e Samba Cinco. Espetáculo é descrito como mescla de “música tradicional e moderna”. Leia a matéria publicada no jornal A Tarde sobre este show aqui.

Sai pelo selo “Iemanjá” compacto de Firmino Rodrigues cantando “Samba-Chama”, composta por Ederaldo.

 

Tião Motorista grava a música de Ederaldo Gentil “Esquece a tristeza”, parceria com Nelson Rufino, no álbum “Samba & Talento” (1970). Ouça a música aqui.

Ederaldo emplaca duas músicas no LP “Talento e Bossa de Jair Rodrigues” (1970): “Bereketê” e a parceria com Edil Pacheco, “Alô Madrugada”. Ouça “Bereketê” e Alô Madrugada”.

Janeiro:

“Alô, Madrugada”, de Ederaldo Gentil e Edil Pacheco, é classificada para o Iº Festival Baiano de Músicas Carnavalescas.

Fevereiro:

Vence o concurso de sambas-enredo da Escola de Samba “Juventude do Garcia” com “Samba, canto livre de um povo”, parceria com Edil Pacheco.

 

 

Eliana Pittman grava a música “Aruê-lá”, composição de Ederaldo, no disco “Eliana Pittman” (1971). Ouça a música aqui.

Fevereiro:

A escola de samba “Filhos do Tororó” sai com o samba-enredo “Canto de louvor a uma raça”, de Ederaldo, e lança compacto com a música, que ganha prêmio de melhor samba-enredo do ano.

 

O jornalista e escritor Cid Seixas publica no jornal A Tarde a coluna “Ederaldo, um sambista de fato”, que destaca o fato de Ederaldo ser “o compositor mais premiado” do carnaval baiano. Leia a matéria aqui.

 

Março

Puxada pelo samba-enredo “Festa no Canzuá de Mãe Menininha — 50 anos de Yalorixá”, composição de Gentil e Anísio Félix em homenagem ao cinquentenário de ialorixá de Menininha do Gantois, a mais famosa Mãe-de-Santo da Bahia, a escola de samba Unidos do Tororó conquista o título de campeã do carnaval de Salvador. A música foi gravada em 1976 no 2º disco de Ederaldo, “Pequenino”, sob o título de “In-Lé-In-Lá”. Leia a matéria sobre o título da Filhos do Tororó em 1973 aqui.

Após o título do Carnaval de 1973, Ederaldo faz a apresentação “Showro” como despedida de Salvador e muda-se para São Paulo para buscar maior reconhecimento. Leia a nota publicada no jornal A Tarde aqui.

Maio

É publicada no Jornal do Brasil a matéria “Ederaldo, um baiano muito tímido”, que aborda a ida de Ederaldo para São Paulo no início de sua carreira. Leia a matéria no acervo da Biblioteca Nacional aqui.

Assina com a gravadora paulista Chantecler, lançando seu primeiro disco, um compacto simples contendo duas composições suas,”Triste Samba” e “O ouro e a Madeira”.

 

Maio

Grava, com Batatinha e Riachão, o programa MPB Especial – Ensaio, de Fernando Faro, na TV Cultura. Veja o trecho da participação de Ederaldo no programa MPB Especial aqui.

 

 

Setembro: Graças ao sucesso de “O Ouro e a Madeira”, dada pelo produtor Adelzon Alves ao Conjunto Nosso Samba, cuja gravação estourou (ouça aqui), volta para São Paulo a convite da gravadora Chantecler. Grava, então, seu 1º LP, “Samba, Canto Livre de um Povo”, com músicas como “O Ouro e a Madeira”, “Rose”, entre outras. Ouça o disco na seção “Apenas a Canção” do Acervo Ederaldo Gentil.

Outubro: “Ederaldo Gentil traz da Bahia o bom canto do povo” – Crítica de J.R. Tinhorão no Jornal do Brasil sobre o disco “Samba, Canto Livre de Um Povo”. Leia a matéria no acervo da Biblioteca Nacional aqui.

Jair Rodrigues grava “Manhã de um novo dia” e “Maravilhoso é sambar”parcerias de Ederaldo e Edil Pacheco,  no LP “Eu Sou o Samba” (1975).
Sapoty da Mangueira grava “Dia de Festa”, composição de Ederaldo, no disco “Nega Atrevida” (1975). Ouça aqui.
Carlos Gazineo grava a música “In-Lê-In-Lá”, composição de Ederaldo Gentil e Anísio Félix. Ouça aqui.
Alcione grava a música “Espera”, parceria de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “A Voz do Samba” (1975). Ouça aqui.
Leny Andrade grava a música “Lá em Lá em Lá”, composição de Ederaldo Gentil, no LP “Leny Andrade” (1975). Ouça aqui.

 

Ederaldo lança seu segundo LP, “Pequenino”, pela gravadora Chantecler, com produção de João de Aquino. O disco conta com músicas como “In-Lê-In-Lá”, “De Menor”, “Bereketê”, entre outras. Ouça o disco na seção “Apenas a Canção” do Acervo Ederaldo Gentil.

Roberto Ribeiro grava a música “Rose”, parceria de Ederaldo Gentil e Nelson Rufino, no disco “Arrasta Povo” (1976). Ouça aqui.

Alcione grava a música “Agolonã”, parceria de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “Morte de um Poeta” (1976). Ouça aqui.

O Conjunto Nosso Samba grava a música “De Menor”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Nosso Samba” (1976). Ouça aqui.

É lançado o LP “Toalha da saudade”, de Batatinha, que contém os sambas “Ironia” e “Espera”, parcerias de Batatinha e Ederaldo.

 

 

Alcione lança o LP “Pra que chorar” (1977), seu primeiro grande sucesso, que contém a música “Feira do rolo”, de Ederaldo, que tem influência dos cantadores de feira. Ouça aqui.

Jair Rodrigues grava a música “Semear do Canto”, composição de Ederaldo Gentil e Eustáquio Oliveira, no disco “Estou com o Samba e Não Abro” (1977). Ouça aqui.

Noite Ilustrada grava a música “De Menor”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Vale Uma Parada” 1977. Ouça aqui.

O grupo Diplomatas do Samba grava a música “In-Lê-In-Lá”, composição de Ederaldo Gentil e Anísio Félix, no disco “Diplomatas do Samba” (1977). Ouça aqui.

 

 

Ederaldo participa do show “O samba nasceu na Bahia”, ao lado de Edil Pacheco e Batatinha, contando a origem do samba, baseado em pesquisa do historiador Cid Teixeira. Leia matéria sobre o show aqui.

Jair Rodrigues grava a música “Oceano de Paz”, composição de Ederaldo Gentil e Edil Pacheco, no disco “Pisei Chão” (1978). Ouça aqui.

Alcione grava a música “A Volta do Mundo”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Alerta Geral” (1978). Ouça aqui.

O Conjunto Nosso Samba grava a música “Impressão Digital”, composição de Ederaldo Gentil e Paulinho Diniz, no disco “Do Feitio de um Bamba” (1978). Ouça aqui.

Ederaldo lança pela gravadora CBS um compacto com duas músicas: “Oiá (Canto Livre), composição em parceria com Jonas Madureira, e “Senhor Navegante”, composição de própria autoria. Ouça as músicas no disco de Raridades na seção “Apenas a Canção” do site.

Agepê grava a música “A Força e o Adeus”, composição de Ederaldo Gentil e Raymundo Prates, no disco “Agepê” (1979). Ouça aqui.

A música “Oceano de Paz”, composição de Ederaldo e Edil Pacheco cantada por Jair Rodrigues, entra na trilha da novela “Explode Coração”, da TV Globo.

Em matéria no jornal “A Tarde”,Ederaldo fala sobre a carreira e sobre o período em que tentou a sorte no futebol, jogando nos juniores do Guarany-BA ao lado do amigo André Catimba. Leia a matéria aqui.

Dezembro:

Recebe em sua casa em Salvador o sambista carioca Nelson Cavaquinho, com quem faz o Show “Gerações”, no Teatro Vila Velha. Leia matéria sobre o show aqui.

 

Passa a residir no Rio de Janeiro.

João de Aquino grava “Angola”, parceria com Ederaldo Gentil, no disco “Asfalto” (1980). A música também foi cantada por João de Aquino em uma das etapas do Festival MPB-80, da TV Globo. Ouça aqui.

Ubyratã Ferraz grava a música “Caatinga Rasgada”, composição de Ederaldo Gentil e Carlos Olympio, no disco “Este chão é meu” (1980). Ouça aqui.

 

Participa ao lado grupo baiano Os Tincoãs do Festival MPB Shell 1981, da TV Globo, defendendo a música  “A Sina e a Ceia”, composição de Ederaldo Gentil e Roque Ferreira. Ouça a música no disco “Raridades”, na seção “Apenas a Canção” do site do Acervo Ederaldo Gentil.

Roberto Ribeiro grava a música “Passarela Da Vida”, composição de Ederaldo Gentil e Dalmo Castello, no disco “Massa, Raça e Emoção” (1981). Ouça aqui.

 

 

 

Ederaldo e Paulo Diniz fazem show juntos, com roteiro de Capinam, no Teatro Castro Alves. Ederaldo e Paulo também excursionaram juntos com o mesmo show por outras capitais do nordeste. Paulo Diniz ainda cantou a composição de Ederaldo Gentil e Roque Ferreira “Provinciano”, no Festival MPB Shell 1982, da TV Globo.

Jair Rodrigues grava a música “Aruê-Pan”, parceria de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “Jair Rodrigues de Oliveira” (1982). Ouça aqui.

 

 

Ederaldo volta a morar em Salvador e inicia a gravação do seu terceiro disco, “Identidade”.

Em entrevista para a TV Aratu, Ederaldo fala sobre o período de sete anos sem gravar um álbum. Veja aqui.

 

Ederaldo lança o seu terceiro disco, “Identidade”, após sete anos sem lançar um LP. O disco, gravado nos estudos W.R, em Salvador, contém músicas como “Luandê”, “Provinciano”, a faixa título “Identidade”, entre outras. Ouça o disco na seção “Apenas a Canção” do site do Acervo Ederaldo Gentil.

As músicas “Filho de Ogum” e “Provinciano”, composições de Ederaldo Gentil, são gravadas pelo grupo TB Samba no disco “Samba e Partido Alto” (1984). Ouça “Filho de Ogum” aqui.

 

Lazzo Matumbi lança o disco “Filho da Terra”, que contém a música “Luandê”, de Ederaldo e Capinam.

 

Ederaldo passa a morar em Lauro de Freitas, município da região metropolitana de Salvador.

 

Permanece fazendo shows constantemente em Salvador.

Em matéria publicada no jornal A Tarde como divulgação para uma apresentação na “Feira da Primavera”, Ederaldo afirma que estaria “deixando de lado as melodias tristes que caracterizam trabalhos como O Ouro e a Madeira e De Menor… para uma música mais dançante, com mais ritmo e mais alegre” após ter feito uma viagem para Angola. Leia a matéria aqui.

Começa compor novas músicas e tocá-las em shows. Uma das músicas citadas na matéria é “Ritual Ilê Aiyê”, feita em homenagem ao bloco afro baiano Ilê Aiyê. Ouça a versão demo da música, cedida pelo historiador Luiz Américo Lisboa Junior, aqui.

 

Lançada a coletânea “Vento Forte” pela gravadora Continental, mesclando músicas dos seus dois primeiros discos.

Menção aos 20 anos de carreira de Ederaldo na coluna de Béu Machado, no jornal A Tarde. Leia a coluna aqui.

Em matéria no Jornal A Tarde, Ederaldo fala que o samba “precisa adotar uma postura mais contemporânea para ser inserido em todas as discotecas do mundo”. Ederaldo fala ainda em lançar um novo disco “introduzindo instrumentos da moderna tecnologia, porque é preciso tirar o samba dos guetos”. Leia a matéria aqui.

 

Publicação de texto “Samba sem Escola”, de Ederaldo no jornal “A Tarde”, defendendo a cultura das escolas de samba na Bahia. Leia o artigo aqui.

 

 

Ederaldo é nomeado coordenador do samba do carnaval de Salvador, que ganha espaço destinado ao gênero musical no Terreiro de Jesus.

 

Neste ano, Ederaldo vai morar com a irmã Denise e se recolhe por 19 anos, até seu falecimento, em 2012.

 

Jussara Silveira grava a música “Espera”, de Ederaldo Gentil e Batatinha, no disco “Jussara Silveira” (1997). Ouça aqui.

 

É lançado o disco “Diplomacia”, de Batatinha, em que Jussara Silveira grava “Ironia”, parceria de Ederaldo com Batatinha. Ouça aqui.

 

É lançado o CD “Pérolas Finas”, em sua homenagem, produzido por seu parceiro Edil Pacheco, com participações de Gilberto Gil, Elza Soares, Luiz Melodia, Beth Carvalho, Jair Rodrigues, entre outros, cantando composições de Ederaldo Gentil. Ouça as músicas do disco “Pérolas Finas” aqui.

 

Nelson Rufino grava a música “Luandê”, composição de Ederaldo Gentil e Capinam, no disco “Cadê Meu Amor” (2003). Ouça aqui.

 

Dalmo Castello grava “Passarela da vida”, parceria de Ederaldo com o próprio Dalmo Castello, no disco “Passeador de Palavras” (2004). Esta música foi anteriormente gravada por Roberto Ribeiro no LP “Massa, Raça e Emoção”, em 1981.

 

Uma entrevista de Ederaldo Gentil é lançada como parte do livro “A Noite dos Coronéis”, coletânea de textos do escritor e jornalista baiano Guido Guerra. Leia a entrevista aqui.

Moisés Santana grava a música “O Ouro e a Madeira” no disco “Terra em Trânsito” (2005).

 

É lançada em CD pelo selo Olorí a coletânea “A Voz do Poeta”, produzida por Edil Pacheco, contendo músicas dos seus três discos.

 

Beth Carvalho e Armandinho gravam a música “O Ouro e a Madeira”, composição de Ederaldo Gentil, no DVD “Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia” (2007). Ouça aqui.

 

Após anos de reclusão, Ederaldo concede entrevista para o jornal A Tarde, na qual afirma que está compondo novas músicas e revela até letras e trechos de algumas das novas composições. Leia a matéria completa aqui: parte 1 e parte 2.

 

O VIII Festival da Rádio Educadora FM presta homenagem a Ederaldo Gentil, com um show no Teatro do Irdeb que contou com a participação de Edil Pacheco, Walmir Lima, Nelson Rufino, Clecia Queiroz, Dois em Um e Ronei Jorge. A direção musical foi de Luisão Pereira, sobrinho de Ederaldo e integrante do duo Dois em Um.

É publicado texto do historiador Jaime Sodré sobre Ederaldo Gentil no jornal A Tarde, exaltando a obra do sambista e pedindo seu retorno à música. Leia o artigo aqui.

 

 

 

Morre no dia 30 de março de 2012, aos 68 anos, de infecção generalizada após complicações intestinais, o sambista baiano Ederaldo Gentil.

Após a morte de Ederaldo, a Iyalorixá Mãe Stella de Oxossi publica o artigo “O ‘órum’ está em festa”, no qual exalta a obra de Ederaldo Gentil e afirma que “O Ouro e a Madeira”, de Ederaldo, é a sua música preferida. Leia o artigo aqui.

 

O duo Dois em Um, formado por Luisão Pereira (sobrinho de Ederaldo) e Fernanda Monteiro, grava a música “Compadre”, composição de Ederaldo Gentil, no disco “Agora” (2013). Ouça aqui.

 

“Luandê”, composição de Ederaldo Gentil e Capinam, é gravada por Virginia Rodrigues no disco “Mama Kalunga” (2015). Ouça aqui.

 

Lançado o Acervo Ederaldo Gentil.

A cantora portuguesa Lula Pena grava duas músicas de Ederaldo Gentil no disco “Archivo Pittoresco” (2017): “O Ouro e a Madeira” e a parceria com Nelson Rufino “Rose”.

apenas a canção

Ouça os três álbuns lançados por Ederaldo Gentil, além do disco
de Raridades produzido especialmente para o Acervo Ederaldo Gentil.

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Ficha Técnica:

Coordenação Geral / Direção Artística: Luisão Pereira.
Coordenadora de Produção: Fernanda Bezerra.
Pesquisador: Paquito.
Assistente de Produção: Jordana Feitosa e Catriel Chamusca.
Coordenador Editorial site: Lucas Cunha. | Pré-projeto: Tiago Tao.
Programador Visual: Filipe Bezerra. | Vídeo: Movida Conteúdo.
Ilustração da Capa do disco "Raridades": Flavia Almeida.
Criação e Programação site: Alquimia Marketing.

Agradecimentos:

Denise Gentil / Sandra Gentil / David Dorea / Joselita Dorea / Sandro Gentil / Selma Cunha / Juliana Gentil / Soane Gentil / Rose Gentil / Família Gentil Pereira / Roque Ferreira / WEA Music /Warner Chappell / WR Discos / Constança Scofield / Nelson Rufino / Edil Pacheco / Juana e Mariana Diniz / Antonio Carlos Tatau / Thea Lucia / Família Batatinha / José Carlos Capinam / Gereba / Natura Musical / Grupo A Tarde / Programa Fazcultura / Jaime Sodré / Cesar Prates e Evermon Brito (TV Aratu) / Perfilino Neto / Cid Seixas / Fundação Gregório de Mattos / Luiz Américo Lisboa Junior / Arlete Soares / Cairé Brasil / Valter e Cicinha (Biblioteca dos Barris) / Silvana Moura (TVE) / Joel Almeida / Anna Amélia de Faria / Gerônimo Santana / Valber Carvalho / Claudio Leal / Sora Maia / Marcos A. P. Ribeiro / Josias Pires / Espólio Débora Paes / Irakitan Sá / Linda Bezerra / Tania Lobo.

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